E lá estava, com aquele rosto de sempre, aquele rosto que fazia sempre quando estava com a cabeça perdida, quando estava em outro lugar. Já se sabia que ela estava absorta em algo desconhecido, algo que nem ela mesma fazia ideia. Estava tudo estranho demais, quieto demais, monótono demais, vazio demais. Ou ela estava ficando estranha, quieta, monótona e vazia, principalmente vazia. Não se sentia mais como parte do mundo, talvez nunca houvesse realmente se sentido assim, talvez seu ego fosse grande demais, mas ela sempre pensou que fosse um caso à parte, uma exceção a todos. Sempre tentavam fazê-la sentir-se diferente, não só as pessoas, mas as situações também. Ela talvez fosse só mais uma gota no oceano. (sardas-e-sorrisos)